Eu ❤ Wes Anderson

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Olá amigos. Primeiro por favor não se desesperem, eu não morri nem entrei em depressão. As coisas andam meio turbulentas por aqui, e o pouco tempo que me sobra eu uso pra fazer coisas produtivas, tipo dormir. Se tudo der certo vão ter mais postagens e eu finalmente vou levar isso mais á sério.


Então que depois de muita enrolação eu finalmente vi The Grand Budapest Hotel, o mais recente longa do meu diretor favorito e dono do meu coração, ele mesmo, Wes Anderson. E amei a coisa toda, pra variar.

Primeiro vamos deixar uma coisa clara:
Se o Wes fizesse um filme sobre um grupo de amantes de gatinhos e seus diálogos em cafés japoneses eu poderia até estranhar mas ainda assim daria meu dinheiro pra ver a porcaria, portanto minha opinião nessa postagem inteira já fica invalidada, então fiquem a vontade para me gongar se não gostarem dos filmes depois de ver.

Primeiro devo uma explicação breve sobre o cara, então tá aqui o link da Wikipedia dele.
É brincadeira. 😁

Wesley Wales Anderson é um diretor, produtor, escritor e ator. Ou seja, ele é O CARA e faz de tudo mesmo (Lembra um pouco meu último emprego em que eu fazia de tudo inclusive lavar banheiros. Bons tempos…)


Wes começou a carreira lá no (não tão) longínquo ano de 1992, com o curta Bottle Rocket que contava a história de um grupo de jovens que aspiravam em ser golpistas profissionais. O filme tinha como protagonistas os irmão Owen e Luke Wilson, amigos de longa data do Wes até hoje. Posteriormente foi adaptado para um longa em 1996 e flopou não atingiu o sucesso esperado, mas eu gosto do filme.

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Alguns anos depois estreou Rushmore — Que ganhou o título escrotíssimo de ‘Três é demais’ aqui no Brasil, ignorem — filme estrelado por Jason Shwartzman (Que além de ator é compositor e canta na banda Coconut Records, que eu adoro) e Bill Murray, e conta a história fofinha de um adolescente que se apaixona pela professora e todas as coisas que ele faz pra conquistá-la, sendo Bill o diretor da escola que também mantém um interesse romântico nessa professora. Ambos aparecem muito na filmografia do Wes, aliás isso é algo que eu gosto muito de ver nos filmes dele, parece que há sempre um esforço muito grande de coletividade onde as pessoas envolvidas no projeto acabam sempre voltando para o próximo filme mesmo que em papéis menores.

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Três anos depois estreou The Royal Tenenbaums, o filme que consolidou a carreira do Wes e foi um sucesso de crítica e público contando a história do protagonista Royal, e seu relacionamento com sua mulher e filhos desde pequenos até adultos. O filme trata muito dos relacionamentos que mantemos com nossos familiares e sobre a importância de ter a família por perto, e consegue com proeza misturar o drama com o humor quirky característico do Wes, além de ter as atuações impecáveis de Gwyneth Paltrow, Anjelica Huston, e a volta de Bill Murray e dos irmãos Wilson. Ben Stiller está no filme também, mas “meh” se vocês me entendem…

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Nos anos seguintes foram lançados mais dois filmes em que ele trabalhou, Life Aquatic with Steve Zissou e Squid and the Whale, esse primeiro eu confesso que é meio chato e não indico para todos, por ser lúdico demais e em alguns momentos acaba se perdendo um pouco do foco. Vale a pena pela trilha sonora composta por canções de David Bowie reinterpretadas em português por Seu Jorge (!!!), não é brincadeira, ele aparece tocando no filme uma das versões mais lindas de Life on Mars que já ouvi.
Já o segundo é realmente muito bom e tem o Jesse Eisenberg novinho antes de fazer The Social Network e ser cotado pra fazer 1 milhão de papéis. Tem cara de filme indie mesmo, e conta a história desse casal que está se divorciando focando bastante na forma como os filhos lidam com tal separação.

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Chegamos agora no ano de 2007 e com ele veio o curta Hotel Chevalier, estrelado maravilhosamente por Natalie Portman e Jason Shwartzman num quarto de hotel em Paris, ele tem 13 minutos de duração e uma trilha sonora do caralho (a música ficou na minha cabeça por dias) e serve como um prequel para The Darjeeling Limited, filme que conta a história de três irmãos que estavam separados desde a morte do pai, e se encontram mais uma vez numa viagem pela Índia em busca de auto-conhecimento espiritual.
Eu gosto bastante do filme e de como ele mostra o relacionamento quebrado entre estes três irmãos e me identifico bastante. Algumas referências me lembram bastante o clássico A Passage to India, filme baseado no romance do E.M Forster, é um must watch pra quem curte bastante conhecer culturas diferentes da nossa.

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Em 2009 foi lançado Fantastic Mr. Fox, filme de animação em stop-motion que me apresentou ao trabalho do diretor. Gosto muito de animação, sendo eu um fã declarado dos trabalhos de estúdios como Aardman, Pixar e Ghibli; Ele é bem interessante e consegue transitar bem entre o que pode ser considerado animação infantil e adulta. Conta a história do inteligente e perspicaz Senhor Raposo e sua família, onde rolam altas aventuras (sic) em que ele cansado da mesmice da vida como pai de família — Insira aqui uma piada com Jaílson — junto de seus amigos resolve roubar a comida dos fazendeiros vizinhos. A coisa obviamente dá merda e eles acabam sendo caçados pelos tais fazendeiros, é hilário!

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Chegamos ao meu favorito da lista e dono do meu coração. Moonrise Kingdom é um dos meus filme mais amados do universo (Já assisti 7 vezes e contando). Ele narra a história de Sam e Suzy, ele é órfão e faz parte de uma tropa de escoteiros, e ela vive com os pais, ambos advogados e os três irmãos mais novos. Eles se conhecem numa peça de teatro escolar em que Suzy atua e começam a se corresponder por cartas.
O que eu mais gosto sobre esse filme é como ele é despretensioso e leve, e trata da descoberta do primeiro amor de uma forma muito verossímil (Little Manhattan ou My Girl could never) onde essas duas crianças — ou pré-adolescentes, como preferirem — decidem fugir juntos para viver juntos. O filme é ambientado no ano de 1965  numa ilha fictícia, o que torna o filme muito charmoso, os planos sempre perfeitamente simétricos do Wes tornam a experiência ainda mais interessante. Os personagens são apaixonantes e apaixonados, desde Sam e Suzy, até o romance extraconjugal entre o sheriff Duffy (Bruce Willis nunca foi tão bom ator como neste filme) e a mãe de Suzy. É pra assistir abraçadinho com seu amô, com a família ou sozinho mesmo.

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Finalmente chegamos ao fim dessa que é minha carta de amor aberta (Michel Temer, who?) ao Wesinho e vou falar um pouco sobre The Grand Budapest Hotel, o longa mais recente e o mais famo$o também.
Quando começou eu já fiquei impactado com a proporção de tela do filme ser mutável, lembra bastante a técnica que o Dolan usa em Mommy (Pretendo fazer um post sobre os filmes do Dolan, provavelmente assim que Juste la Fin do Monde for lançado) só que nesse caso a diferença de proporção de tela aqui serve pra diferenciar as linhas do tempo e eu achei essa ideia genial.
A história gira em torno de Zero Moustafa, proprietário do Hotel Budapest, que um dia recebe a visita de um jovem autor e conta sua história de como passou de lobby boy á dono do hotel. A partir desse momento é contado o primeiro capítulo (de cinco) e desenrola a juventude de Zero, nos tempos áureos do hotel em 1932,  quando eles ainda tinham muito prestígio. Junto de personagens marcantes como o excêntrico e galanteador M. Gustave, que é preso injustamente pela a morte de uma senhora da qual teve um affair no passado, Zero decide resgatar o amigo da prisão armando um plano junto de sua namorada Agatha enviando bolos com ferramentas dentro para ajudá-lo a cavar um túnel.
Eu não vou falar mais sobre o filme para não dar spoilers, mas foi simplesmente uma das comédias mais inteligentes e engraçadas que eu já assisti, além da fotografia e dos planos de câmera sempre excelentes, esse filme merece toda exposição que teve no Oscars.
Finalizando, quero agradecer a você por ler meu blog, se gostou não deixe de assistir aos filmes e aproveitar toda esse obsessão simétrica. Até mais ✌.

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