David Levithan e a representatividade LGBT na literatura

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Such a bae!

Sabe quando nos sentimos sozinhos, incompreendido e achamos que tudo e todos a nossa volta já não fazem mais sentido, que não nos encaixamos e parece que não existe ninguém que realmente nos entenda? Eu já me senti assim e muito. Crescer e se tornar adulto não é fácil, principalmente se você é diferente, e você sabe disso, já que as pessoas á sua volta tem um comportamento que para você é estranho e não condiz com o que você está sentindo.

No meu caso era a vontade de me encaixar, de mostrar que eu podia ser diferente, que me motivava a sair por aí e beijar algumas garotas, como se eu precisasse provar pro mundo que eu tinha de ser igual a todos. A descoberta dos nossos sentimentos pode ser dolorosa e é aí que a importância de autores como David Levithan entram, mostrando pra nós que existem outros assim, e que não estamos sozinhos, e isso faz uma puta diferença!

Sempre que eu leio um livro com algum personagem gay, o pior que ele seja (Sim, O Terceiro Travesseiro, estou olhando pra você) eu penso no quanto ele representa pra aquele adolescente que assim como eu ama literatura e arte em geral, mas não consegue se identificar com a maioria esmagadora heteronormativa que a nossa sociedade impõe. Isso me conforta, e me faz pensar que mesmo com todo esse drama que vemos por aí, com todas páginas no Facebook que pontuam o conservadorismo e a proteção “á família” (Como se duas pessoas que se amam realmente fosse ameaça pra alguém), ainda existe esperança de melhorar as coisas e quem sabe um dia a gente consiga viver num mundo em que realmente há respeito com os diferentes, até que o diferente seja normal.

Uma das coisas mais legais sobre os livros é que eles vão além dos saturados romances água com açúcar, levantando temas e questões importantes como a identidade de gênero, a aprovação dos pais, os aplicativos de pegação (em ‘Dois garotos se beijando’), ex-namorados obcecados, pais religiosos, a reconquista do amor verdadeiro (em ‘Garoto encontra garoto’), a depressão, a descoberta do amor e o término dele (em ‘Will & Will’), e até os romances impossíveis que achamos que estão fadados ao fracasso (em ‘Todo dia’). Sempre com uma pitada de humor, e referências a música e cultura pop, pra mim é sempre uma ótima experiência, então se você tiver um tempo leia qualquer um dos livros do cara, porque a leitura é sempre muito fluída e os personagens muito cativantes.

Você pode descobrir mais sobre o que estou lendo, e os meus autores favoritos no meu perfil do Skoob.


Quero guardar esse espaço pra deixar um sincero “me desculpe” por ter deixado o blog abandonado nessas últimas semanas, eu andei meio ocupado dormindo 12hs por dia e maratonando séries no Netflix estudando pro ENEM (Eu andei meio deprê também), mas agora as coisas voltam ao normal, obrigado por ler ✌

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