Deixem o Tyler falar

tyler-the-creator-open-bar-freestyle-1-730x486

Liberdade de expressão: A gente lutou tanto pra conquistar o direito de expressar nossos sentimentos e dizer seja lá o que for doa a quem doer, afinal de contas o que nos torna seres humanos individuais e únicos na minha opinião é o fato de termos a habilidade de argumentar, e isso é ótimo já que por causa de pessoas que pensavam diferente e “fora da caixa” que não vivemos numa sociedade retrógrada e que (na maioria das vezes) respeita a individualidade e nos dá o livre arbítrio de fazer o que quiser da nossa vida e quando eu vejo a pressão e censura que artistas como Tyler, the Creator sofrem por apresentar relatos reais e crus da hipocrisia do mundo atual me deixa um pouco preocupado com a tamanha falsa-moral imposta pela nossa geração, ás vezes acho que na verdade devo estar numa comunidade amish numa vila rural dos Estados Unidos nos anos 50. Continuar lendo “Deixem o Tyler falar”

O evangelho segundo Ernest Cline

ready-player-one-screenwriter-zak-penn-says-its-to_shcv.1920

Até onde você acha que a nossa tecnologia pode chegar? Já pensou em um dia em que todos nós vamos poder viver no mundo virtual como se fosse o real? Em que jogos de simulação de vida como Second Life e The Sims são tão imersivos que será possível ir á escola, trabalhar e até fazer sexo, tudo isso sem realmente ter de sair do conforto do lar. É sobre isso que  livro que vou falar hoje propõe.

Jogador N° 1, é um livro lançado em 2011 pelo escritor (e obcecado pela cultura pop dos 80′) Ernest Cline. Ambientado no ano de 2044, num futuro onde o mundo que vivemos já praticamente não existe, já que a humanidade conseguiu ser tão egoísta a ponto de esgotar os recursos naturais do planeta gerando uma crise global de energia, e deixando toda população das classes mais baixas desamparas. Devido a toda a merda que acontece, as plantas e animais começam a morrer, e as pessoas no mundo também por conta problemas causados pelo aquecimento global ou nas guerras pelos últimos recursos naturais ainda existentes. Continuar lendo “O evangelho segundo Ernest Cline”

Não gosto da alface – O desabafo de um veggie

Alface_romana
Sério, quem foi que espalhou esse boato?

A minha vida se tornou complicada fazem 2 anos. Depois de assistir um documentário sobre um modo de vida saudável resolvi me tornar um vegetariano, no começo foi estranho, porém algumas semanas depois eu já tinha me acostumado e a nova dieta fazia parte da minha rotina. Eu comecei gradualmente a me adaptar, primeiro deixei de comer carne vermelha e embutidos, depois carne branca e frutos do mar. Minha mãe foi super receptiva e deu apoio, entrando na onda junto comigo.

A parte mais difícil foram os 20 primeiros dias, eu tive que largar certos hábitos que quando eu cozinhava pareciam muito naturais pra mim (Como colocar bacon no feijão), também passei por situações constrangedoras como pedir pra tirar a salsicha do cachorro-quente e fui convidado para churrascos na casa de amigos e rejeitei a carne, sendo visto praticamente como um alien pelas pessoas em volta. As vezes sou até confrontado por pessoas indignadas que me perguntam “O que você come afinal de contas?!”. A vontade é dizer que eu como a mãe (ou o pai?) dela, mas esses pensamentos sempre ficam na minha cabeça, a e resposta mais irônica acaba sendo um “Eu como mato, ué!”. 

Sociedade 1 x 0 Henrique

tumblr_lojw49mWtX1qzbl7f Continuar lendo “Não gosto da alface – O desabafo de um veggie”

David Levithan e a representatividade LGBT na literatura

david-levithan-photocred-neil-kendal1-crop
Such a bae!

Sabe quando nos sentimos sozinhos, incompreendido e achamos que tudo e todos a nossa volta já não fazem mais sentido, que não nos encaixamos e parece que não existe ninguém que realmente nos entenda? Eu já me senti assim e muito. Crescer e se tornar adulto não é fácil, principalmente se você é diferente, e você sabe disso, já que as pessoas á sua volta tem um comportamento que para você é estranho e não condiz com o que você está sentindo.

No meu caso era a vontade de me encaixar, de mostrar que eu podia ser diferente, que me motivava a sair por aí e beijar algumas garotas, como se eu precisasse provar pro mundo que eu tinha de ser igual a todos. A descoberta dos nossos sentimentos pode ser dolorosa e é aí que a importância de autores como David Levithan entram, mostrando pra nós que existem outros assim, e que não estamos sozinhos, e isso faz uma puta diferença!

Continuar lendo “David Levithan e a representatividade LGBT na literatura”