Vamos nos enviadescer

Quando eu sai do armário (ou fui arremessado para fora dele) sabia que ia ser difícil e entendi a maior preocupação da minha mãe naquela situação.‘Você está se protegendo?’ foi a primeira coisa que ela me perguntou. Ela também me disse várias coisas relacionadas ao meu bem estar e como a sociedade lida com pessoas como eu.

Logo que eu comecei a me relacionar eu notei uma preferência dos outros: Eu como um jovem gay afeminado super fã da Lady Gaga não era um padrão desejado nem levado a sério dentro do “meio”. A partir disso eu comecei a passar por um processo de auto-censurar atitudes e trejeitos considerados “gay demais” para tentar não me inferiorizar, mal eu sabia que errada era a sociedade.

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Gosto de gente bem afrontosa

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Eu ❤ Wes Anderson

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Olá amigos. Primeiro por favor não se desesperem, eu não morri nem entrei em depressão. As coisas andam meio turbulentas por aqui, e o pouco tempo que me sobra eu uso pra fazer coisas produtivas, tipo dormir. Se tudo der certo vão ter mais postagens e eu finalmente vou levar isso mais á sério.


Então que depois de muita enrolação eu finalmente vi The Grand Budapest Hotel, o mais recente longa do meu diretor favorito e dono do meu coração, ele mesmo, Wes Anderson. E amei a coisa toda, pra variar.

Primeiro vamos deixar uma coisa clara:
Se o Wes fizesse um filme sobre um grupo de amantes de gatinhos e seus diálogos em cafés japoneses eu poderia até estranhar mas ainda assim daria meu dinheiro pra ver a porcaria, portanto minha opinião nessa postagem inteira já fica invalidada, então fiquem a vontade para me gongar se não gostarem dos filmes depois de ver.

Primeiro devo uma explicação breve sobre o cara, então tá aqui o link da Wikipedia dele.
É brincadeira. 😁

Wesley Wales Anderson é um diretor, produtor, escritor e ator. Ou seja, ele é O CARA e faz de tudo mesmo (Lembra um pouco meu último emprego em que eu fazia de tudo inclusive lavar banheiros. Bons tempos…)

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Estou melhorando

Assim como um céu em dias nublados, foram assim esses últimos meses. Eu mal me levantava da cama, pra gritar infortúnios sobre a merda da vida que estava (ou será que ainda estou?) levando, eu chorava naquele versinho daquela música, era um “Come rain down on me” que me abalava de modo que eu não conseguia me segurar. Eu estava fragilizado, tudo era escuro e eu não queria sair de lá, só queria ficar lá preso naquele versinho enquanto a chuva caia em mim, gelada.

Eu meio que perdi o controle das coisas, deixei pessoas que me importavam demais se afastassem, mudei com meus amigos. As pessoas começaram a me ligar: “Henrique, você sumiu, por que não vem mais em casa?”. E eu não sabia o que estava acontecendo, em meio à brigas com meu irmão, dos problemas financeiros que minha família está passado, eu olhava pra frente e me esforçava pra me manter otimista. Eu, logo eu que sempre via o lado positivo das coisas e estava sempre ali pra ajudar os amigos em suas recentes perdas pessoais, me vi com dificuldades em me tornar positivo, me segurava por uma corda tão fina quão fio de cabelo, e logo ela não pôde mais me segurar.

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Deixem o Tyler falar

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Liberdade de expressão: A gente lutou tanto pra conquistar o direito de expressar nossos sentimentos e dizer seja lá o que for doa a quem doer, afinal de contas o que nos torna seres humanos individuais e únicos na minha opinião é o fato de termos a habilidade de argumentar, e isso é ótimo já que por causa de pessoas que pensavam diferente e “fora da caixa” que não vivemos numa sociedade retrógrada e que (na maioria das vezes) respeita a individualidade e nos dá o livre arbítrio de fazer o que quiser da nossa vida e quando eu vejo a pressão e censura que artistas como Tyler, the Creator sofrem por apresentar relatos reais e crus da hipocrisia do mundo atual me deixa um pouco preocupado com a tamanha falsa-moral imposta pela nossa geração, ás vezes acho que na verdade devo estar numa comunidade amish numa vila rural dos Estados Unidos nos anos 50. Continuar lendo “Deixem o Tyler falar”

O evangelho segundo Ernest Cline

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Até onde você acha que a nossa tecnologia pode chegar? Já pensou em um dia em que todos nós vamos poder viver no mundo virtual como se fosse o real? Em que jogos de simulação de vida como Second Life e The Sims são tão imersivos que será possível ir á escola, trabalhar e até fazer sexo, tudo isso sem realmente ter de sair do conforto do lar. É sobre isso que  livro que vou falar hoje propõe.

Jogador N° 1, é um livro lançado em 2011 pelo escritor (e obcecado pela cultura pop dos 80′) Ernest Cline. Ambientado no ano de 2044, num futuro onde o mundo que vivemos já praticamente não existe, já que a humanidade conseguiu ser tão egoísta a ponto de esgotar os recursos naturais do planeta gerando uma crise global de energia, e deixando toda população das classes mais baixas desamparas. Devido a toda a merda que acontece, as plantas e animais começam a morrer, e as pessoas no mundo também por conta problemas causados pelo aquecimento global ou nas guerras pelos últimos recursos naturais ainda existentes. Continuar lendo “O evangelho segundo Ernest Cline”

Não gosto da alface – O desabafo de um veggie

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Sério, quem foi que espalhou esse boato?

A minha vida se tornou complicada fazem 2 anos. Depois de assistir um documentário sobre um modo de vida saudável resolvi me tornar um vegetariano, no começo foi estranho, porém algumas semanas depois eu já tinha me acostumado e a nova dieta fazia parte da minha rotina. Eu comecei gradualmente a me adaptar, primeiro deixei de comer carne vermelha e embutidos, depois carne branca e frutos do mar. Minha mãe foi super receptiva e deu apoio, entrando na onda junto comigo.

A parte mais difícil foram os 20 primeiros dias, eu tive que largar certos hábitos que quando eu cozinhava pareciam muito naturais pra mim (Como colocar bacon no feijão), também passei por situações constrangedoras como pedir pra tirar a salsicha do cachorro-quente e fui convidado para churrascos na casa de amigos e rejeitei a carne, sendo visto praticamente como um alien pelas pessoas em volta. As vezes sou até confrontado por pessoas indignadas que me perguntam “O que você come afinal de contas?!”. A vontade é dizer que eu como a mãe (ou o pai?) dela, mas esses pensamentos sempre ficam na minha cabeça, a e resposta mais irônica acaba sendo um “Eu como mato, ué!”. 

Sociedade 1 x 0 Henrique

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David Levithan e a representatividade LGBT na literatura

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Such a bae!

Sabe quando nos sentimos sozinhos, incompreendido e achamos que tudo e todos a nossa volta já não fazem mais sentido, que não nos encaixamos e parece que não existe ninguém que realmente nos entenda? Eu já me senti assim e muito. Crescer e se tornar adulto não é fácil, principalmente se você é diferente, e você sabe disso, já que as pessoas á sua volta tem um comportamento que para você é estranho e não condiz com o que você está sentindo.

No meu caso era a vontade de me encaixar, de mostrar que eu podia ser diferente, que me motivava a sair por aí e beijar algumas garotas, como se eu precisasse provar pro mundo que eu tinha de ser igual a todos. A descoberta dos nossos sentimentos pode ser dolorosa e é aí que a importância de autores como David Levithan entram, mostrando pra nós que existem outros assim, e que não estamos sozinhos, e isso faz uma puta diferença!

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